quarta-feira, 30 de maio de 2012
Mini-conto à esmo: Hester Heliza, a exterminadora de exércitos
Após vencer mais uma batalha, Hester pode finalmente matar a fome de seu amor e fez com o príncipe da Cidade das Vilas aquilo que ele fez com a bela princesa loira, roubou seu coração. Depois o comeu.
sábado, 21 de abril de 2012
Mini Conto: Galo de Briga
"Desleal" - tentou pronunciar Galo de Briga, depois do tiro. Porém a única coisa que se ouviu foi seu sangue escorrer pela boca, doce como doce.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Mini-conto à esmo: 1
- Oi gente! Oi! Nossa que legal, vocês vão me levar em casa, vocês são muito legais. Nossa, que legal! Quanto deu a conta? Quanto eu tenho que te dar? Mentira! Você não saiu de lá sem pagar! Para de brincar, quanto deu? Nada, tá bom, sei... Nossa, é a primeira vez que eu saiu sem pagar. Nossa, nunca fiz isso! Vou até falar com a minha mãe, 'saí com 20 e voltei com 20!', ela nem vai acreditar! E você ficou com aquela menina, não acredito. hahahah você ficou com ela! Nossa, só você mesmo! Hei menino de óculos, tô cansando de ouvir sua voz, você fala muito!
"Mas também né?!??!?!" pensou o menino de óculos.
"Mas também né?!??!?!" pensou o menino de óculos.
Mini-conto à esmo: Mensagem Corrompida
O homem chegou com uma cara diferente ao bar. Ao ser perguntado do motivo, disse, 'é minha mulher, vocês nao acreditam no que ela me falou. Ela chegou em mim e disse, ''Amor tenho uma coisa pra te contar, é muito séria, fui ao médico hoje e ele me disse, '''Nós vamos precisar de exames mais detalhados, mas tudo dará certo. Minha esposa também ficou assim, mas ela procurou um padre e ele disse, ''''filha, rese bastante que tudo dará certo! Já vi casos piores. Uma mulher, mas velha que a senhora chegou e me disse, '''''Padre, eu pequei! Tenho 65 anos e engravidei!'''''.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Porque o velho é melhor que novo
Muita gente fica aí discutindo sobre tudo, falam de futebol, fala de política, falam da vida e vem discutindo sobre o melhor se é o velho ou o novo.
Times de futebol só são grandes se tiverem uma certa história, se forem 'velhos'. Enquanto os times mais novos, podem até provar dentro de campo que são melhores, mas como não tem história, ou seja, não são velhos não valem nada.
O mundo político tem lá suas particularidades. Alguns veneram políticos históricos, como Getúlio. Outros condenam. Alguns condenam os políticos militares, outros, veneram. A discussão de novo e velho vai longe. Mas o ponto de encontro de retas tão paralelas do campo retórico, é que precisamos de gente nova.
Na vida muita gente gosta da juventude, aproveitar a vida, '10 anos a 1000'. Outros acham melhor viver muito, ver tudo da vida, mas sem deixar de aproveitá-la, '1000 anos a 10'. Novos olham, ou deveriam, velhos como a experiência. A pessoa que pode dar conselhos é vivida, é velha.
Velho ou novo. A preferência é de cada um. Eu tenho a minha, que muda bastante por sinal. Só escrevi esse texto pra dizer que contratei o serviço da Velox semana passada. Tinha um moden aqui em casa, velho. Preferi usar o novo, mais bonito, de certo melhor, pensei. Hoje passei mais de uma hora e meia tentando entrar e cadastrar na internet, com novo moden. E nada. Cansado e já xingando muito, resolvi pegar meu velho e sujo moden antigo. E acreditando que não daria certo. Pois bem, agora posso dividir essa experiência aqui, na internet.
Times de futebol só são grandes se tiverem uma certa história, se forem 'velhos'. Enquanto os times mais novos, podem até provar dentro de campo que são melhores, mas como não tem história, ou seja, não são velhos não valem nada.
O mundo político tem lá suas particularidades. Alguns veneram políticos históricos, como Getúlio. Outros condenam. Alguns condenam os políticos militares, outros, veneram. A discussão de novo e velho vai longe. Mas o ponto de encontro de retas tão paralelas do campo retórico, é que precisamos de gente nova.
Na vida muita gente gosta da juventude, aproveitar a vida, '10 anos a 1000'. Outros acham melhor viver muito, ver tudo da vida, mas sem deixar de aproveitá-la, '1000 anos a 10'. Novos olham, ou deveriam, velhos como a experiência. A pessoa que pode dar conselhos é vivida, é velha.
Velho ou novo. A preferência é de cada um. Eu tenho a minha, que muda bastante por sinal. Só escrevi esse texto pra dizer que contratei o serviço da Velox semana passada. Tinha um moden aqui em casa, velho. Preferi usar o novo, mais bonito, de certo melhor, pensei. Hoje passei mais de uma hora e meia tentando entrar e cadastrar na internet, com novo moden. E nada. Cansado e já xingando muito, resolvi pegar meu velho e sujo moden antigo. E acreditando que não daria certo. Pois bem, agora posso dividir essa experiência aqui, na internet.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Antío Dr Sōkrátēs
O filósofo grego Sócrates só tem sua obra apresentada para nós, hoje em dia, graças a citações de outros filósofos, como Platão e Aristóteles. Já o seu chará, o Sócrates Brasileiro, a prova de sua existência está marcada em fotos e imagens da TV, dele jogando, atuando nos gramados tupiniquins. A semelhança vai além do nome, acredito que se viessem me contar uma história sobre um certo jogador de nome Sócrates, formado em medicina, daí o apelido de Doutor, e que se engajava politicamente contra um regime de seu país, te garanto que só acreditaria, vendo.
Pois aí está o grande trunfo do Magrão, outro apelido do ex-jogador. Sócrates sabia que o futebol era para o público, sabia do espetáculo e por isso não perdia tempo. Mostrava a todos que sabia jogar, e muito esse esporte. Calcanhar de Ouro, outro apelido, adorava mostrar que na jogada perdida um toque de calcanhar mudava tudo e, além de ajudar com a torcida gritando e adorando a jogada, desmoralizava o adversário, que ficava nervoso. Trunfos que o Doutor da bola tinha. "O calcanhar é tão surpreendente quanto a poesia", filosofou o jogador em uma entrevista a TV bandeirantes.
Um dos principais pilares da Democracia Corintiana, Sócrates era engajado politicamente. Sabia o que pensava e lutava para que se tornasse possível. Assim nascem os ídolos. Magrão era ídolo de uma nação, ou melhor de duas nações, a corintiana e a brasileira. Além da Democracia no Corinthians Sócrates se tornou, sem exagero, o maior ídolo da torcida corintiana. Em uma eleição feita pela revista placar, Sócrates oi o único unânime na votação dos 11 melhores de todos os tempos no Corinthians. Na Seleção, Sócrates foi o capitão do time da Copa de 82, só não levou o título por acaso do destino, que coloca pênaltis ao invés de pedras no caminho do Brasil. Pedras que Sócrates tiraria fácil da frente, com o calcanhar, só para manter a classe.
Porém não dá pra falar que ele não é um ídolo de todos. Confesso que não conhecia muito sobre ele, comecei a acompanha-lo no programa da TV Cultura Cartão Verde, dando declarações polêmicas e, as vezes, até me fazendo rir. Do lado de outro gênio, mas nem tanto, Xico Sá, o Magrão, como era chamado por todos no programa, falava abertamente o que pensava e não escondia nada. Nesse momento fui me tornando fã do Magrão. Falo Magrão, como se tivesse certa intimidade, porque ele era um daqueles caras que sempre sonhei em conhecer e trocar uma meia duzia de palavras enquanto tomávamos uma cerveja. Porém, o mal da cerveja, ou melhor, do álcool tirou ele da gente e levou-o para filosofar em outros campos. Fantasma Jão já veio me contar umas novidades. Quando Doutor chegou lá, Jão achou que as peladas de domingo seriam melhor, mas quando o Doutor soube da confusão do outro mundo, o futebol ficou meio de lado e agora só quer saber de instalar de qualquer maneira, uma democracia no outro mundo.
Adeus Doutor Sócrates, filósofo da bola. Já está deixando saudade aqui!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Coisas antigas
Estava dando uma geral em meu quarto, jogando as coisas velhas fora, as que realmente não me serviam pra mais nada. Dando brinquedos velhos para os mais novos e guardando coisas que realmente interessavam. Se fosse uma faxina normal, creio que duraria uma hora no máximo, mas junto com a arrumação vem as lembranças dos objetos.
Brinquedos de infância, fazendo lembrar o dia de uma brincadeira específica. Momentos nostálgicos que fazem a gente ver onde chegamos. Já no final da arrumação, achei uma cartolina dobrada, cheia de poera, quando abri tinha isso, um poema que fiz quando tinha 11 ou 12 anos, na quinta série, sobre uma cola.
Eu tenho um objeto,
você pode adivinhar
não escuta, nem fala
também não pode olhar.
Esse objeto é a cola escolar.
Essa minha cola
é cola pra moleque
tem até nome.
O nome dela é Zeep.
Essa cola, cola tudo:
imagens, figuras e tudo mais...
Até cola o
meu amor pelo meus pais.
Agora bem a parte triste.
Quando minha cola acaba.
É o fim da picada!
Brinquedos de infância, fazendo lembrar o dia de uma brincadeira específica. Momentos nostálgicos que fazem a gente ver onde chegamos. Já no final da arrumação, achei uma cartolina dobrada, cheia de poera, quando abri tinha isso, um poema que fiz quando tinha 11 ou 12 anos, na quinta série, sobre uma cola.
Eu tenho um objeto,
você pode adivinhar
não escuta, nem fala
também não pode olhar.
Esse objeto é a cola escolar.
Essa minha cola
é cola pra moleque
tem até nome.
O nome dela é Zeep.
Essa cola, cola tudo:
imagens, figuras e tudo mais...
Até cola o
meu amor pelo meus pais.
Agora bem a parte triste.
Quando minha cola acaba.
É o fim da picada!
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